Desarmonia das Crianças

VALORES HUMANOS

DESARMONIA DAS CRIANÇAS

SISTEMA DE VALORES

CORPO –>– físico –>– ação correta –>– senso de dever.

MENTE –>– emoções –>– paz –>– honestidade interior –>– intelecto –>– verdade –>– espírito de investigação.

CORAÇÃO –>– psíquico –>– amor –>– expansão –>– espírito –>– não violência –>– senso de sacrifício.

“O tesouro do ser humano que não
tem preço é a paz. Ela prova a existência de um caráter repleto de virtudes que
se manifesta pela determinação, sentido de sacrifício e amor.”

O sistema emocional

Pessoas deprimidas, densas e cheias de tensões são encontradas em toda parte do mundo atual. As pessoas parecem ter esquecido que está dentro delas próprias o potencial que lhes permitirá experimentar na vida a sua totalidade de riquezas. O homem se deixa facilmente influenciar por dificuldades que periodicamente tem de vivenciar e essa é uma falha de ignorância que foi plantada na sua infância.

Tanto os adultos quanto as crianças, vêem as coisas de modo supérfluo e ficam frustrados quando não conseguem alcançar o objetivo desejado. Ao chegar a este ponto os conselhos já serão inúteis. Depende de
passar nos exames, por exemplo, mas se não passar, fico infeliz, e nenhuma palavra de consolo pode ajudar a melhorar meu triste estado de ânimo. Esse sentimento vem de dentro de mim porque eu julgava que uma coisa acontecesse e não foi esse o resultado. Uma desilusão sempre aparece após a insatisfação.
Esperei muito pela promoção e perdi a paz porque ela não veio e me deixou desiludido. Caso eu não tivesse ansiosamente esperado a promoção eu não teria perdido minha paz, se o meu desejo não fosse alcançado.

Todos neste mundo esperam sempre alguma coisa e isso conforme o seu nível emotivo e seu estado interno, da sua simpatia ou antipatia, do gosto ou da aversão, todas as inclinações que surgiram de hábitos
muito antigos.

A mente e o corpo

Se não aprender a ver tudo por outro ângulo, nunca poderei estar em condições de melhorar meu estado de ânimo. Para isso, é preciso antes de tudo, entender quem sente essa infelicidade: o corpo ou a mente? Por que reajo dessa maneira? Como poderei modificar a dupla mente-corpo para compreender melhor as circunstâncias?

As pessoas sentem as emoções, através do corpo ou da mente? Elas não sabem avaliar de onde elas surgem.

Se a nossa mente fica agitada aparece o medo, então o coração bate forte, a respiração fica arfante e começamos a transpirar. Esse é o mesmo processo no caso de fraqueza ou de algum mal físico. Por exemplo: se uma pessoa tem dor de cabeça ou febre, ela se impressiona e fica irritada. Essa mesma energia acontece tanto no plano físico como no mental.

A forma como o sofrimento se processa e a maneira de romper com isso será um conhecimento que pertence a dupla corpo-mente. O corpo influencia a mente e vice versa. Se a mente estiver agitada ela sempre estará em guerra consigo mesma, fraca e tensa; ao passo que a mente equilibrada é um infinito reservatório de energia que pode ser canalizado para qualquer direção e será criativa ao máximo. Não conhecer essa verdade é uma ignorância que muita desarmonia traz às crianças de todos os níveis.

As salas de aulas são muito agitadas nos dias atuais, as crianças e mesmo os jovens falam sem parar, quando deveriam ser silenciosas, ternas, evitando gritos. O professor deve insistir com seus alunos de qualquer idade para que fiquem em silêncio. Fazer exercícios de respiração com os olhos fechados, ou desperdiçar alguns instantes fazendo exercícios de relaxamento. Colocar uma musica suave se há possibilidade para isso, poderá ser muito útil. Isso não é perda de tempo, porque a mente tranquila depois aprenderá com mais rapidez.

Níveis de desarmonia

a)nível fisiológico

Entre as idades de três e seis anos, o desenvolvimento fisiológico não é igual ao desenvolvimento psicológico. Eles são desproporcionais, quer dizer: as atividades motoras se manifestam de maneira mais rápida do que as faculdades do pensamento. Nessa época, a criança aprende a usar as mãos, os pés, as pernas e se a forçarem a ficar sentada para produzir uma atividade intelectual, a sua mente se recusa; a ansiedade resultante aparece em forma de irritação, preguiça, turbulência, fobia, falta de agudez, etc.

No período da adolescência, entre os doze e os dezesseis anos, surgem mudanças no físico e as características sexuais aparecem antes que o jovem possua compreensão mental ou emocional que lhe dê instrumentos para poder enfrentar as poderosas descargas hormonais que aparecem e são próprias desta idade.

No inicio da puberdade o jovem tem comportamento agressivo, muito anti-social e até transgressivo, porque não desenvolveu ainda a sua capacidade de escolha moral. Esse jovem então se mostra irrequieto, com uma imensa carga de energia física e mental que ele não consegue dominar porque ainda não está contrabalançada com a mesma energia ao nível psíquico.

b)nível emotivo

Estamos nos referindo às sensações de medo, ira, depressão, etc. Vamos usar como exemplo o medo: existem muitas formas de medo – das doenças, das confrontações, da crítica, de ser agredido, da morte, de não conseguir recompensas, do fracasso, etc. Essas emoções circulam da mente para o corpo por meio do sistema nervoso e glandular que prepara o corpo, ou para retrair-se ou para avançar, e essa motivação não permite a concentração ou a memorização. A capacidade de percepção fica embaçada, a memória diminui, a ação transforma-se num reflexo desta situação mental caótica.

E há o fator perda da espontaneidade das crianças que é frequentemente freada por causa de valores confusos, transmitidos pelos adultos.

c)nível mental

Na maioria dos casos de uma criança que demonstra agitação isso é resultante de uma mente muito ativa, que não tem equilíbrio que seria conquistado pelo esporte, dança, ou pela atividade física.

As crianças que estão com as cabeças enfiadas nos livros e não fazem nenhuma atividade física poderão futuramente apresentar desequilíbrios. Mais tarde elas poderão se destacar no campo da literatura e da erudição, mas estarão desarmadas para enfrentar muitas situações da vida.

d)nível psíquico

Neste ponto aparecem os problemas e desarmonias ao nível do inconsciente, e nestas situações a solução para superar tais adversidades virá do elemento espiritual.

Remédio: os Valores Humanos

Quaisquer desarmonias de níveis diversos que aparecerem no sistema corpo-mente serão barreiras que obstruirão esse ser de dar de si o que tem de melhor e de desenvolver francamente sua personalidade integral. Assim ele pensará que não está bem preparado para as diversas situações antagônicas que a vida lhe apresentar. Mas, se desejamos que os adultos de amanhã saibam confrontar-se com as desarmonias, será necessário que algo mais seja acrescentado à educação tradicional. E este algo mais são os “Valores Humanos”.

Certamente os valores não poderão ser impostos, mas deverão ser auxiliados a sair do interior das pessoas. Toda criança que já vivenciou a experiência que vem da calma interior conhece muito bem a que nos referimos mais do que mil discursos sobre a questão da alma que os adultos lhe tenham dado. Frequentemente as escolas e universidades dão muitas oportunidades aos seus estudantes para desenvolverem trabalhos experimentais que são ótimas ocasiões para aprender a agir melhor. É importante que eles não percam essa oportunidade de desenvolver suas capacidades, talentos e ativar assim a sua consciência.

Viver os valores que dizer estar em harmonia, conhecer o funcionamento do seu próprio corpo e sua mente, para compreender a importância de controlar seus desejos e ser capaz de solucionar seus próprios conflitos.

Os valores nos permitem a graça de nos conhecermos melhor, não jogar energia fora com coisas bobas como sentimentos de culpa, de autocompaixão e ver todas as situações com os olhos de quem pode com elas captar alguma coisa nova.

Com certeza se os professores e diretores de entidades educacionais praticassem, eles mesmos os “valores humanos”, serviriam automaticamente como modelos para seus alunos, ajudando-os assim a poderem expandir a própria consciência de uma forma tal, que influenciem de maneira positiva as relações entre si, assim favorecendo a interação na sociedade e o desenvolvimento do caráter.

Agindo dessa maneira se poderá compreender que os valores saem de dentro e não vem do exterior. A vida, como uma roda, está repleta de altos e baixos e por isso pode parecer cansativa para aquele que é fraco, preguiçoso, mas nunca para o ser positivamente forte… para que cada escalada seja uma alegria e cada descida um jogo. Tudo o que acontece é bom mesmo aquilo que nos faz chorar!

BONS EDUCADORES +

BONS ESTUDANTES =

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BOA SOCIEDADE